terça-feira, 13 de março de 2012

Emoções intensas no sofá

Impulsionado por novas séries, o drama se consagra como o gênero mais popular dos Estados Unidos

Por Marcelo Bernardes, de Nova York - Revista Época - Ed. 721 - 12/03/2012

Na luta das séries de televisão para manter o espectador em casa, longe das poltronas do cinema, o drama era a última barreira a vencer. No campo da comédia, o domínio já é antigo: I love Lucy e Jeannie é um gênio garantiram risadas nos anos 1950 e 1960, respectivamente. Seinfeld e Friends renovaram o gênero mais recentemente. Lost e 24 horas provaram que o suspense também pode ser mais empolgante na televisão. Só faltava o drama. Depois do sucesso de séries como A família Soprano e Mad Men, ficou claro que não falta mais. Essas séries levaram a televisão ao triunfo definitivo. Em 2011, os críticos disseram que o melhor drama do ano não foi um filme, mas a minissérie Mildred Pierce, estrelada pela atriz Kate Winslet e produzida pela HBO. Neste ano, com a migração de roteiristas, diretores e atores do cinema, os dramas de qualidade se tornaram frequentes. 

Mesmo o canal educativo americano – o PBS, ou Public Broadcasting Service – amealha, desde 2011, um público impressionante para a minissérie inglesa Downton Abbey, sobre as diferenças sociais entre uma família aristocrata inglesa e seus empregados (a série estreará no Brasil em 19 de maio pela Globo HD). Abandonados por Hollywood, Dustin Hoffman e Nick Nolte experimentam a volta ao sucesso com a atual série Luck, sobre os bastidores de corrida de cavalos, que o cineasta Michael Mann produziu para a rede HBO. A produção mais aguardada do ano ficou a cargo da empoeirada NBC. Sem emplacar um seriado de sucesso por quase uma década, a rede deu ao lançamento da série Smash, no mês passado, nos Estados Unidos, um tratamento digno das grandes estreias de Hollywood. Nenhuma frota de ônibus ou táxi das principais cidades americanas deixou de ter anúncios de promoção de Smash afixados em suas laterais – ou, no caso dos táxis, em displays iluminados no teto dos veículos. Nas emissoras concorrentes, houve anúncios pagos com pequenos trailers do programa. Para celebrar a estreia oficial da série, o Museu Metropolitan, em Nova York, foi fechado para uma grande festa. A série vai estrear no Brasil em 26 de março.

O alvoroço em torno de Smash não é gratuito. Somente o primeiro episódio custou US$ 75 milhões (uns R$ 133 milhões), mais caro que um filme de Woody Allen ou dos irmãos Ethan e Joel Coen. Especula-se que os gastos com divulgação tenham chegado a US$ 22 milhões. Quando a fanfarra promocional deu lugar à estreia, Smash revelou-se um delicioso dramalhão: bem produzido, sem medo de ser kitsch e com inúmeras referências à cultura pop americana, especialmente para aqueles que acompanham o mundo das produções da Broadway. Aos poucos, o drama de egos dos produtores, dramaturgos e diretores – e a vontade de coristas curvilíneas de ver seu nome na marquise dos teatros – vai caindo no gosto dos telespectadores. Isso explica o salto na audiência do programa, de 2,7 milhões de espectadores, em seu episódio de estreia, para os 8 milhões que sintonizaram o quinto capítulo da série, exibido nos Estados Unidos no dia 5 de março.

Com a produção executiva de Steven Spielberg, Smash retrata uma dupla de compositores letristas de sucesso da Broadway (interpretados pelos atores Debra Messing e Christian Borle) que decide se juntar mais uma vez para criar um musical. O tema escolhido é a vida da mais famosa estrela feminina de Hollywood. Duas ambiciosas coristas disputam o papel de Marilyn Monroe. Uma delas, Ivy Lynn (Megan Hilty), é uma atriz em busca de um papel suculento. A outra é Karen Cartwright, uma interiorana ingênua de Iowa, interpretada pela cantora Katharine McPhee, segundo lugar no programa American idol. Ambas são seduzidas pelo arrogante diretor Derek Wills (Jack Davenport). O resultado é uma bem-sucedida mistura de temas clássicos do cinema americano, apaixonado por seus bastidores, com séries de sucesso como o musical Glee.

(...) O desempenho dos atores em cenas impensáveis em grandes produções de Hollywood rendeu elogios da crítica. A consagração de Danes e Baccarin, aliada aos elogios recebidos por Dustin Hoffman em Luck e pelo elenco de Smash, mostra que a televisão não roubou apenas os espectadores dos filmes – pegou também os atores e a ousadia criativa.

Prezadas e Prezados, dêem sua opinião sobre a comparação que o artigo faz com o cinema, mas também o que podem levar para a produção das séries que irão produzir para o TIDIR.

 

 

terça-feira, 6 de março de 2012

Seminário Cinema X Séries

Prezadas e Prezados,

1) Selecionar um filme e uma série, que tenham sido derivados um do outro. A ordem não importa, se veio o filme ou a série primeiro.

2) Fazer uma análise das diferenças entre as produções, a partir de cinco critérios:

• Narrativa
• Estética
• Construção de personagens
• Roteiro
• Produção

3) Montar uma apresentação, em Power Point ou similar, de 20 minutos para a classe com os resultados.

4) Também será necessário a entrega do trabalho escrito.

As normas:
Grupos de, no máximo, quatro estudantes.

As apresentações serão no dia 23/03.

Valerá 10 pontos, divididos em trabalho concluso, apresentação e pela participação individual no seminário

Não poderá ter a apresentação de dois grupos sobre o mesmo filme/série. 
Inscreva seu grupo e a série/filme na seção de comentários. Os primeiros terão preferência sobre a série/filme escolhidos. O professor também poderá barrar determinadas séries/filmes em caso de já terem sido feitos em semestres anteriores.

Bom trabalho.